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Custo para o FGC com o caso Master pode chegar a R$ 58 bilhões com a liquidação do Banco Pleno

Publicada em: 18/02/2026 10:25 -

BRASÍLIA - O custo para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) com o caso Master pode ficar em torno de R$ 58 bilhões, depois de o Banco Central decretar a liquidação do Banco Pleno, na manhã desta quarta-feira, 18. O Pleno pertencia a Augusto Lima, ex-sócio do Master, que comprou o antigo Banco Voiter, que fazia parte do conglomerado.

 

Em nota, o FGC informou que terá que honrar R$ 4,9 bilhões em depósitos cobertos do Pleno. Segundo apurou o Estadão, esse número deve se somar a outros R$ 53 bilhões cobertos pelo fundo com uma linha de liquidez dada ao Master, em 2025, mais a liquidação do próprio banco, em novembro, e também a liquidação em janeiro do Will Bank, que pertencia ao grupo.

“O Banco Pleno tem uma base estimada de 160 mil credores com depósitos elegíveis ao pagamento da garantia, que somam R$ 4,9 bilhões”, disse o FGC.

Como o Pleno já não fazia parte do conglomerado Master, o investidor poderá ser ressarcido em até R$ 250 mil em cada uma das instituições.

Procurado, o FGC afirmou que o cálculo oficial sobre o impacto no fundo ainda está em análise.

Na semana passada, o conselho do FGC aprovou um plano emergencial para cobrir esse gasto e recompor o fundo, que é usado como uma espécie de seguro que protege investimentos de até R$ 250 mil por CPF.

O objetivo é garantir que, até o final do primeiro trimestre deste ano, o FGC já tenha caixa líquido compatível com o risco do sistema, segundo uma pessoa a par das discussões.

Para isso, os bancos planejam adiantar imediatamente o equivalente a cinco anos de contribuições futuras ao fundo, dividas em três parcelas mensais. Em 2027, haveria mais uma antecipação de 12 meses de repasses e, em 2028, outros 12 meses, o que levaria a um total de sete anos de contribuições adiantadas.

Além do adiantamento, o esquema prevê um aumento extraordinário de 30% a 60% no valor pago mensalmente pelas instituições ao FGC, por pelo menos 60 meses, segundo essa pessoa, que falou sob condição de anonimato.

 

Em outra frente, uma ala do setor financeiro defende uma proposta para destinar recursos do compulsório de depósitos à vista para ajudar na reconstrução de liquidez do FGC. Essa hipótese, porém, depende de uma autorização do Banco Central, que ainda não se manifestou.

Em nota, o FGC afirmou não comentar sobre as alternativas avaliadas internamente e se limitou a dizer que discute a recomposição da liquidez com instituições associadas e o BC. “As discussões estão em andamento e uma deliberação deverá ocorrer no curto prazo”, declarou.

COM INFORMAÇÕES - PORTAL ESTADÃO 

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