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Brasil deixa custódia da embaixada da Argentina na Venezuela após divergências sobre captura de Maduro

Publicada em: 13/01/2026 09:34 -

 

Um dos pontos de atrito um vídeo publicado por Milei que associava Lula ao regime chavista

O governo brasileiro decidiu deixar de administrar a embaixada da Argentina na Venezuela, comunicando a decisão tanto ao governo de Javier Milei quanto à gestão interina de Delcy Rodríguez. O Brasil ocupava o papel desde agosto de 2024, quando os diplomatas argentinos foram expulsos por Nicolás Maduro. O recuo ocorre após divergências sobre a recente operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro. Enquanto o presidente Lula condenou a intervenção estrangeira, Milei celebrou a ação ordenada por Donald Trump, gerando um mal-estar diplomático que culminou na saída brasileira da representação.

Um dos pontos de atrito foi a publicação de um vídeo por Milei nas redes sociais, que associava imagens de Lula ao apoio ao regime chavista. Oficialmente, no entanto, integrantes do Itamaraty afirmam que o Brasil já cumpriu sua missão e que agora outros países podem assumir o encargo. A Itália, sob o governo de Georgia Meloni, deve assumir a custódia da embaixada a pedido de Milei. O movimento acontece em um cenário de grandes mudanças na região e coincide com o avanço do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Durante o tempo em que esteve no controle da embaixada, o Brasil protegeu seis opositores venezuelanos ligados a María Corina Machado. O grupo era acusado pelo regime de “ações violentas”, “terrorismo” e “desestabilização” e só conseguiu deixar a Venezuela rumo aos Estados Unidos em maio de 2025, graças à mediação brasileira. A atuação foi considerada fundamental para garantir a integridade dos políticos que buscaram asilo na representação argentina durante o conturbado período eleitoral de 2024.

O Itamaraty também se empenhou na tentativa de libertar o militar argentino Nahuel Gallo, preso sob acusação de “atividades terroristas” no final de 2024. Embora ele continue detido, há esperança de que seja incluído em um perdão anunciado por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, que prometeu libertar “um número importante” de presos políticos em breve. Com a saída do Brasil da embaixada, o acompanhamento dos casos passa a ser responsabilidade da nova delegação estrangeira que assumirá o posto em Caracas.

Com informações de O Globo

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